Você abre a vaga, publica nos portais, compartilha no LinkedIn e… nada. Ou pior: aparecem dezenas de pessoas, mas nenhuma com o perfil que o negócio precisa. Se você acha que “falta profissional qualificado no mercado”, sinto dizer, mas o diagnóstico pode estar errado.
O cenário de 2026 é claro: com o desemprego em níveis historicamente baixos, o poder de escolha mudou de lado. Se você quer atrair profissionais que realmente geram resultados, precisa entender duas verdades desconfortáveis.
1. O profissional que você quer não está procurando emprego
Este é o maior choque para as empresas tradicionais. Quem é bom no que faz, está trabalhando. Esse profissional não gasta o domingo à noite atualizando currículo em portais de vagas; ele está focado em entregar projetos onde já está.
O RH não pode mais ser um “selecionador de inscritos”. Ele precisa ser um caçador.
- A Mudança: O recrutamento mudou de “passivo” (esperar a candidatura) para “ativo” (sourcing).
- O Desafio: Se o seu RH não sabe abordar alguém que está empregado, despertar o interesse dele e vender o projeto da sua empresa, sua vaga ficará aberta por meses.
2. Propostas “mornas” não convencem ninguém a mudar
Por que alguém sairia de um lugar onde já tem estabilidade e confiança para arriscar em uma nova empresa? Se a sua proposta se resume a “salário de mercado + benefícios obrigatórios”, você não tem um diferencial, você tem o mínimo.
O mercado está saturado de propostas que não são bacanas. Flexibilidade, cultura de verdade e um plano real de desenvolvimento deixaram de ser “mimos” para virar pré-requisitos. Se a oferta não é agressiva ou o projeto não é instigante, o profissional sequer responde ao seu contato inicial.
3. O RH como Consultor Estratégico: O fim do “Tirador de Pedidos”
Para quem já atua ou deseja entrar na área, a grande virada de chave é entender que o RH não deve apenas “receber a vaga” do gestor. O profissional moderno atua de forma consultiva, moldando a expectativa da liderança de acordo com a realidade das ruas.
- Diagnóstico de Mercado: Antes de abrir a vaga, o RH estratégico realiza um benchmarking. Se o mercado paga R$ 8.000,00 por um analista sênior e a empresa quer oferecer R$ 5.000,00, o RH precisa apresentar os dados e alertar: “Com esse valor, não atrairemos quem resolve o nosso problema”.
- Desenho de Perfil Alinhado: Muitas vezes, o gestor pede um “perfil unicórnio” (alguém que faz tudo). O RH consultivo intervém para desenhar um perfil realista. Ele questiona: “Essas 10 competências são essenciais ou estamos afastando bons profissionais com exigências desnecessárias?”.
- Inteligência de Atração: O RH deixa de postar e esperar. Ele apresenta ao gestor onde esses profissionais estão hoje, o que eles valorizam (home office, cultura, desafios técnicos) e como a empresa deve se posicionar para ser a escolha deles.
O RH não é mais quem pede autorização para contratar; é quem traz a solução de negócio baseada em fatos e dados de mercado.
Como resolvemos isso?
Contratar hoje exige técnica de marketing e vendas aplicada ao RH. É preciso construir uma marca empregadora forte e ter uma estratégia de abordagem direta (Hunting) que seja respeitosa e sedutora.
Na nossa consultoria, ajudamos sua empresa a sair da passividade. Ajustamos suas propostas para a realidade atual e vamos em buscar do profissional adequado a sua necessidade.
Conto conosco. 😉
Camila Franjotti

