Menos Discurso, Mais Contratação. Onde o RH Faz a Diferença! ✊🏿✊🏾
O 20 de Novembro nos lembra da luta de Zumbi dos Palmares contra a escravização e nos convida a enfrentar o racismo estrutural que, infelizmente, persiste no mercado de trabalho brasileiro.
Não é só data de calendário, é um lembrete: a história do Brasil não é branca e harmoniosa. Ela é forjada na desigualdade.
O Fardo Histórico, a Conta de Hoje.
O fim da escravização trouxe marginalização social e a negação de oportunidades. E essa conta está aberta no mercado de trabalho:
- Piso Salarial: Pessoas negras recebem substancialmente menos que as não negras, mesmo com o mesmo nível de qualificação. É a herança do racismo estrutural que a lei não alcança, mas o seu contracheque revela.
- O Teto de Vidro Negro: Onde estão as pessoas negras na sua liderança? Se o seu quadro de funcionários é diverso, mas o board é homogêneo, você tem um gargalo de promoção, não de contratação.
O RH tem uma responsabilidade simples, mas radical: ser a lupa que enxerga o ponto cego da história dentro da empresa.
O RH que Deixa de Ser Suporte para Ser Estrutura.
Não basta ter um discurso “antirracista” no manual. É preciso ter um processo antirracista na prática.
- Vagas Afirmativas sem Desculpa: Pare de esperar que o talento negro “apareça”. Crie canais, redes e metas específicas para recrutar em todos os níveis, especialmente na liderança. E prepare-se para justificar a contratação àqueles que só veem “mérito” onde há privilégio.
- Mentoria de Impacto (e Não de Favor): Desenvolva programas de sponsorship interno. Onde líderes seniores se comprometem a patrocinar ativamente a ascensão de talentos negros. A meta não é aconselhar; é promover.
- Olhar nos Dados de Saída: Por que colaboradores negros estão saindo? Use as Exit Interviews e o Analytics para entender se a cultura é tóxica (microagressões) e não apenas inexistente (falta de diversidade).
Se o seu RH não está ativamente desmantelando o legado da desigualdade, ele está, passivamente, mantendo-o. Que o 20 de Novembro seja o dia de parar de pedir permissão para ser justo.
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Camila Franjotti
Consultora de RH

